Fantasma
O ensaio articula filosofia, literatura e fragmentos narrativos para investigar as intersecções entre o fantasma, a linguagem, o acontecimento e a infância. Através do diálogo com autores como Deleuze, Agamben, Foucault, Lacan e referências mítico-literárias (Orfeu, Eurídice, Ariadne), o texto sustenta que o fantasma habita a fronteira insensível e incorpórea entre o real e o imaginário, atuando como o próprio motor do desejo e condição necessária da inteligência. Ao mesmo tempo, aborda a linguagem não como um mero sistema de representação das coisas, mas como uma experiência trágica nascida da ausência, da dor e do hiato da in-fância — um lugar anterior à palavra que funda a descontinuidade entre a natureza e a história humana, onde a incapacidade de nomear o inefável faz emergir a fissura e o próprio sentido da existência.
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