Salvar a empresa, cobrar do cidadão: como a justiça extrajudicial atua nos bastidores de conglomerados envolvidos em corrupção

Promovido pela EMERJ, um seminário jurídico debateu o papel estratégico, os custos e a atuação célere do árbitro de emergência em contratos complexos, fornecendo as bases institucionais para analisar como institutos da justiça extrajudicial e reestruturações corporativas — a exemplo do histórico de conglomerados como a antiga Odebrecht, hoje Novonor — operam nos bastidores para renegociar passivos bilionários, em um cenário onde a eficiência dos mecanismos privados convive com os debates sobre o controle público e os impactos sociais arcados pelo erário.

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Irmandade e o país que produz seus próprios inimigos

artindo da premissa da série Irmandade e do filme Salve Geral: Irmandade, o artigo examina de que maneira o crime organizado e a violência urbana no Brasil não emergem de escolhas individuais ou de vazios morais, mas de uma engrenagem institucional que perpetua desigualdades históricas de matriz escravista. A análise conecta a formação do sistema prisional e o encarceramento em massa a dados macroeconômicos contemporâneos — como a alta inadimplência e o peso da moradia —, demonstrando como o Estado administra a vulnerabilidade social e o trabalho informal por meio de políticas de repressão urbana, a exemplo do programa Tolerância Zero. Fundamentado também na experiência pessoal do autor, o texto desconstrói a divisão binária entre o “criminoso” e o “agente da lei”, revelando que ambos compartilham a mesma origem periférica e são tragados pelo mesmo abandono institucional, que produz tanto o recrutamento pelas facções quanto o adoecimento e a morte de policiais. Por fim, o artigo conclui que a violência enfrentada pelo Estado é sintoma das próprias condições de precarização que ele opta por manter, tornando ineficaz qualquer combate focado apenas nos efeitos enquanto as bases da desigualdade permanecem intocadas.

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Monique Medeiros: Mãe de Henry Borel

Após cinco anos de intensa repercussão e julgamento no Rio de Janeiro, Monique Medeiros foi condenada apenas por omissão na morte de seu filho Henry Borel e recebeu perdão judicial da juíza Elizabeth Machado Louro, que apontou rigor excessivo de gênero e falhas cruciais na acusação. A reportagem investigativa expõe que a condenação é insustentável devido a graves inconsistências técnicas, como lesões decorrentes de manobras de reanimação médica confundidas com agressões, a ausência de análise do prontuário inicial no IML, interferências políticas nos laudos periciais reveladas em mensagens de 2026 e a impossibilidade física de omissão em um convívio de apenas 35 dias com o padrasto.

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