Estudos do Corpo
Mulheres indomáveis, corpos a domesticar: o horror cinematográfico da bruxa
Na Idade Média, o corpo da bruxa foi imaginado como fonte de terror e signo de um feminino incontrolável, monstruoso e sempre em contato com uma exterioridade assustadora. No cinema, as bruxas cumpriram frequentemente tal papel, fazendo parte de uma galeria de outros monstros comuns, como os vampiros, os fantasmas e os zumbis. O objetivo deste trabalho, porém, é analisar um conjunto de filmes recentes nos quais a figura da bruxa emerge também como potência de libertação e criação, fazendo do feminino uma condição-limite sempre aberta à mudança e ao novo.
Reportagem
Entrevista com o Perito Sami E Jundi – Perito contratado por Jairo de Souza Santos Júnior
A entrevista investiga as lacunas técnicas, institucionais e políticas que atravessam o Caso Henry Borel, a partir da análise pericial e do contexto de poder em que o crime ocorreu. O perito Dr. Sami El Jundi aponta inconsistências médicas e procedimentais no atendimento prestado ao menino no Hospital Barra D’Or. O texto reconstrói as ligações feitas por Jairinho na madrugada da morte, revelando a tentativa de acionar redes de influência fora dos canais formais. A presença de executivos do setor privado da saúde em fóruns jurídicos de alto nível expõe a porosidade entre negócios, regulação e Estado. A entrevista também aborda o papel do Judiciário, as controvérsias em torno da prisão de Monique Medeiros e os questionamentos levantados pela defesa. Mais do que recontar um crime, o material ilumina como engrenagens de poder operam em zonas cinzentas, onde interesses privados, decisões públicas e tragédias individuais se cruzam.
Petrolão da Saúde
O diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto de Almeida Gil, é acusado por um servidor de carreira de manter um grave conflito de interesses envolvendo a Oncoclínicas&Co — empresa do setor oncológico que presta serviços ao poder público e tem como um de seus principais financiadores o Banco Master. Segundo a denúncia, Gil, que declarou em entrevista ser fundador e acionista da empresa, teria usado sua posição à frente do principal órgão federal de combate ao câncer para favorecer interesses privados, em um arranjo que envolve uso de informação privilegiada e captura institucional.

